quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

7º dia 12/01

Iniciamos a nossa sétima aula com a oração e com o alongamento. Fizemos exercício de respiração. Logo após, introduzimos o estudo da escala musical. Ensinamos a escala de dó maior, cantamos com eles, fizemos arpejos e até formamos acordes de três em três alunos na frente.
Mas aconteceu uma coisinha chata durante a aula. Uma aluna que vem dando muito trabalho ao longo das aulas, se comportou muito mal: atrapalhou a aula de teoria. Eu pedi para que ela se retirasse e ela não quis, então eu disse que só voltaria a dar a aula quando ela se retirasse. Conversamos com ela depois em uma sala afastada dos alunos. Ela chorou, se redimiu, e demos mais uma chance para ela se comportar. Ela se comportou muito bem e os demais alunos melhoraram o seu comportamento com medo da nossa autoridade na sala de aula.
Voltando a falar sobre a explicação do conteúdo teórico, foi bem detalhada e simples para a compreensão de todos e depois realizamos exercícios de fixação sobre a matéria dada. Foi excelente. O objetivo era fixar o que ensinamos e funcionou.
Nós coordenadoras e os demais colaboradores, que auxiliaram na aplicação da atividade, percebemos que a maioria das crianças tem uma alfabetização muito fraca. Não sabem ler, nem escrever e a alguns nem sabem escrever o seu próprio nome ou mesmo nem conhecem as letras do alfabeto. Isto é uma grande dificuldade para nós. E agora? Alfabetizamos musicalmente como?
Nenhuma criança está em série menor do que a 1ª. E todos os pais afirmam que elas estão alfabetizadas e sabem ler ao menos um pouco.
Apesar desta dificuldade, ao final da aula conseguimos concluir a atividade, com o entendimento da matéria de todos, que responderam as atividades com o auxílio dos colaboradores, corretamente.
Ainda deu tempo de cantar um pouco, revisando a música do dia anterior.
Finalizamos com o lanche.

Geisiane Rocha

Um comentário:

  1. Diante do seu relato,fiquei pensando se seria possível articular o ensino da linguagem musical ao ensino de música,partindo do pressuposto de que são duas formas distintas de linguage.Quando os país entendem que seus filhos estão alfabetizados,ao que tudo indica,eles,infelizmente,não sabem o que estão dizendo pois,certamente,foram "letrados" e "alfabetizados", com a mesma "qualidade" experienciadas pelos filhos.Não sei ser seria possível,refazer o processo de alfabetização e letramento condicionando-o ao desenvolvimento individual,de cada aluno(a),propondo desafios
    a todos,no sentido de incentivá-los a escrever corretamente.Claro está que o processo de educação musical não deveria ficar submetido aos avanços de cada um mas,talvez,possibilitasse o interesse desses alunos(as) com dificuldades de escrever e falar
    o que serviria para conscientizá-los de suas dificuldades e incentivá-los a saná-las.Felicidades em seu trabalho.Zé.

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